Participações de eventos

Mulheres no Centro

Imersão artística, processo coletivo e primeira exposição oficial.

Símbolo Dina Ideias
Texto do projeto

Participei do projeto Mulheres no Centro, uma imersão artística de dois meses realizada no Jibóia Ateliê. O projeto reuniu 19 mulheres artistas da Baixada Santista, em uma experiência voltada ao desenvolvimento artístico, troca de vivências e construção de identidade através da arte.

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Durante os encontros, exploramos diferentes técnicas e materiais, como giz, carvão, nanquim, tinta e giz pastel oleoso, além de exercícios de observação, desenho em espelhos e intervenções urbanas, incluindo saídas para desenhar nas ruas do Centro Histórico de Santos. As aulas também abriram espaço para conversas sobre nossas trajetórias pessoais, memórias e formas de expressão, tornando o processo artístico profundamente conectado às experiências de vida de cada participante.

Ao longo do processo, também construímos coletivamente uma parede de lambe-lambe formada por testes, estudos e experimentações produzidas durante as aulas. Os desenhos foram impressos em preto e branco e colados lado a lado, criando um grande painel visual que registrava os processos criativos, erros, descobertas e linguagens individuais desenvolvidas ao longo da imersão. A instalação trouxe um olhar mais cru e processual da criação artística, valorizando não apenas as obras finais, mas também os caminhos percorridos até elas.

Ao final da imersão, realizamos uma exposição coletiva de autorretratos. Produzi três obras que representam diferentes fases e percepções sobre mim mesma. A primeira foi inspirada na minha infância, a segunda em minha fase jovem, e a terceira, intitulada “Linha do Tempo dos Aniversários”, reuniu memórias afetivas ligadas às celebrações de aniversário da minha vida. Ao revisitar fotografias antigas, percebi como essa data sempre teve grande importância dentro da minha família, marcada por experiências criativas e festas temáticas organizadas junto da minha mãe. A obra foi construída com desenhos em tinta e giz pastel oleoso, recortes e colagens de símbolos dessas lembranças, acompanhados por uma pequena fotografia minha.

Essa experiência marcou minha trajetória por ter sido minha primeira exposição oficial. Foi um processo de reconhecimento pessoal e artístico. Estar cercada por outras mulheres da arte, compartilhando processos, inseguranças e referências, despertou em mim um forte sentimento de pertencimento e consolidou um momento importante da minha formação como artista.